Bom, o título já deixa claro que não sou acostumado a usar esse tipo de ferramenta, mas por pura pressão de Kleber e Maurício fiquei encarregado de fazer essa primeira postagem. O que me pareceu mais óbvio, foi tentar dar uma síntese do que rolou na primeira aula. Vou tentar seguir a ordem das anotações que eu fui fazendo, acredito que algumas coisas vão ficar meio desconexas e espero que vocês comentem e denunciem possíveis falhas. Vamos lá.... A aula foi dividida em dois momentos, no primeiro rolou aquela apresentação, a discussão de como a matéria vai funcionar e etc. E a segunda parte que foi logo depois do intervalo que entramos na temática da matéria mesmo.
Vamos a primeira parte... Maurício começou fazendo uma apresentação do programa, delimitando a rede conceitual - Nietzsche, Foucault, Deleuze (e Guattari?), Simondon e pensadores próximos como Espinoza e Bergson - que irá permear a discussão e a retomada histórica do conceito de genealogia e sua proximidade com o conceito de subjetivação. Daí, ele explicou também que faríamos apenas uma avaliação, que teria que ser pensada mais a frente, mas que o foco seria a produção acadêmica.
Fomos apresentados também à proposta de funcionamento do blog, como possibilidade de enriquecimento da discussão, que pretende funcionar da seguinte forma: quem quisesse postar, teria que mandar um e-mail pra Kleber e aguardar o convite para ser um “membro do grupo” (não sei se é isso), sendo que o esquema proposto é que a cada aula, no mínimo uma pessoa fique responsável por postar algo. Em destaque, para que o blog ganhe fôlego é preciso que os demais alunos também participem com os comentários (para isso não precisa ser membro) e qualquer outra forma que pareça pertinente. Como pareceu que a maioria do pessoal estava interessado em experimentar, ficou decidido que as primeiras postagens seria a dos “alunos regulares” do mestrado (no caso, eu, Helmir, Ariane e Sandra).
Logo depois entramos na discussão do horário e ficou acertado que começaríamos sempre às 17h20minh com um pequeno intervalo pra descanso (não lembro o horário exato). No meio disso Kleber pediu pra que rolasse uma apresentação para conhecer as pessoas.
Depois do intervalo, Maurício adentrou na temática (de forma bem sintética, algo não tão comum de se ver), tentando fazer uma pequena introdução histórica do conceito de subjetivação a partir do século XIX, pegando principalmente as perspectivas que começaram a minar o pensamento identitário, essencialista. Após uma breve passagem por Freud e Marx (que acabei anotando muito pouco, favor comentem) ele começou a citar o estruturalismo de Saussure, que estabeleceu a identidade não como algo em si, mas sim a partir de um jogo de oposições que se dá em relação (só se define o preto em oposição ao branco, por exemplo). De acordo com Maurício, vale ressaltar que o estruturalismo ainda supõe uma certa "natureza", uma certa estrutura formal, um tipo de essencialismo sem conteúdo.
É no interior desse contexto de crítica ao pensamento identitário/essencialista - que só foi possível a partir de um viés etnográfico, histórico -, mas pegando a partir de Nietzsche, que emerge o pensamento de Michel Foucault e Gilles Deleuze. O filólogo alemão defendeu o questionamento dos valores, tendo como problema como os homens constroem para si os valores e o sentido de suas próprias existências? É justamente aqui que a Genealogia toma forma. A partir desse ponto, Nietzsche defende que toda moral irá surgir num jogo de forças: todos os nossos saberes, nossas condutas, nossas motivações, não podem ser separados de jogos de forças, de poderes produzidos numa determinada conjectura histórico-social.
Em conseqüência desse pensamento, fundamentos da modernidade são abalados; a consciência, o homem, o pensamento passam a ser encarados não como fundadores e sim como efeitos, produtos de toda uma conjunção de forças. E aqui podemos identificar a proximidade de Nietzsche e Foucault, para este último, em cada momento da história vão existir modos de produzir sujeitos a partir de determinados jogos de forças. Falar de Natureza Humana, Essência Universal do Humano, não se torna aqui uma questão, salvo quando se pensa em termos de invenção, de produção histórica que emerge em determinado contexto.
Bom, como expliquei lá em cima, tentei fazer uma síntese do que rolou na aula, espero que tenha ficado inteligível e que ajude a movimentar a blog. Até a próxima terça...
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Um comentário:
Bruno, foi por aí minha percepção do encontro. No seu texto, alguns parágrafos aparecem em dobro. É possível editar o texto e retirar aquilo que foi duplicado. Abraço!
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